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Último dia de aula

Ter aulas no mês de dezembro e janeiro é algo que não me entra na cabeça, e espero não ter de refazer nenhum trabalho no mês de fevereiro. Ainda bem que essa metodologia não é aplicada no Brasil, pois não imagino passar os meses mais quentes do ano dentro de um laboratório editando vídeos ou em frente ao computador escrevendo artigos. Se bem que no ano passado passei por uma experiência semelhante a esta quando ficamos editando o clipe da Analuana.

Hoje, se tudo der certo é o nosso último dia de aula, depois de passar várias manhãs, tardes e noites envolvidas com a produção do nosso vídeo sobre a vida dos Erasmus, trabalho da disciplina de Laboratório de Som e Imagem, e que vamos aproveitar para o nosso Projeto Experimental lá no Brasil (trabalho que acompanha o blog e marca o fim do curso). Foram dias de coleta de imagens onde colocamos nossos amigos estrangeiros e brasileiros frente à câmera relatando suas experiências de intercâmbio (altas revelações hehehe).

De momento, o resultado não está ficando de acordo como planejávamos, pois aqui as coisas funcionam diferentes do que estávamos acostumadas na Unijuí. Como já mencionei em posts anteriores a metodologia da Universidade do Porto (UP) ao meu ver torna os alunos muito mais independentes e aplicados, pois aqui (não só no curso de Ciências da Comunicação mas em outros também) temos de fazer tudo sozinhos sem auxílio dos professores, o que nos salva em momentos de apuros são os técnicos do laboratório, mas eles são poucos comparados a quantidade de alunos do curso.

A maioria dos trabalhos são individuais onde os alunos tem de filmar, editar, escrever, etc… Já na Unijuí sempre tínhamos auxílio de alguém, como por exemplo, os trabalhos eram sempre em grupos, o professor explicava os trabalhos além de acompanhar passo a passo o grupo, e sempre tinha os técnicos à disposição para ajudar n o que precisávamos. Aqui eu me sinto sem pai nem mãe, completamente sozinha, sempre insegura. Por uma lado isso é bom, nos torna independente, e lidar com a insegurança faz parte do desafio, no final você pode avaliar o quanto evoluiu, além é claro de observar como a sua área de estudo é aplicada em outro país.

Mesmo sem ter me tornado amiga dos professores e intima dos meus colegas, fatores que tornaram meu semestre não muito agradável, pois mesmo a UP sendo uma das universidades lideres em consórcio de intercâmbio os alunos portugueses não possuem uma mentalidade muito aberta para os Erasmus, por aqui não é como no Brasil que você leva uma pessoa para o bar e se torna amigo (nada aqui é como o Brasil Oo). Mas quando falo nos portugueses que não são “muito receptivos” não significa que eles não são acolhedores, o que você precisa de ajuda eles ajudam, mas não criam laços, é como se fosse cada um no seu quadrado, percebem?

Bem… Por mais saudade que eu sinta da Unijuí, do calor entre as pessoas, da lista de espera para reservar equipamentos e das dificuldades em conseguir um espaço no laboratório de fotografia, vou sentir saudades daqui também, ainda mais de editar vídeos nos macs 29 polegadas, dos materiais onde temos fácil acesso, das refeições na Cantina de Direito e de comprar lanches e cafés em máquinas (nossa!!! Eu achava isso o máximo no início, lembro-me até quantos botõezinhos apertava até conseguir comprar o lanche certo).

No mais… Mesmo tendo experiências não tão agradáveis em sala de aula, não só eu e Ramone mas com certeza todos que pela UP passaram vão sentir falta da metodologia portuguesa de ensino. E para saciar a “melancolia” da saudade, amanhã cedinho vamos viajar para Londres, afinal, depois de tanto trabalho merecemos uma folga 🙂

Por Nay Back – Intercambista UP.

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Paris, a cidade da torre mais famosa do mundo

Acho que é normal… E com certeza a maioria das pessoas que não vivem na União Européia sonham um dia conhecer Paris, eu e Ramone pelo menos sonhávamos tanto que jamais iríamos finalizar o intercâmbio sem realizar esta viagem.

Os planos eram passar a virada do ano em frente à Torre Eiffel, mas devido o alto valor das passagens a idéia foi modificada, mas os planos de viagem para Paris permaneceu fixo no cronograma. A procura de passagens acessíveis passei a acessar o site da Ryanair dia e noite até que encontrei passagens de ida e volta para o dia 18 de janeiro por 18 euros. Não pensei duas vezes e efetuei a compra, mas para essa viagem não parti sozinha, junto de mim veio Ramone (minha fiel companheira de aventura) e Ludmila (que fez parte do trio GPS Girls).

Paris é a capital e a mais populosa cidade da França, e está posicionada numa encruzilhada entre os itinerários comerciais terrestres e fluviais no coração duma rica região agrícola que a tornou uma das principais cidades da França ao longo do século X, sendo conhecida como Cidade Luz e capital da arte e do lazer, além de abrigar numerosos monumentos, por seu considerável papel político e econômico, sendo também uma cidade importante na história do mundo. Prova disso são os palácios, igrejas, parques, avenidas e museus que fazem a cidade um símbolo da cultura francesa, que atrai quase trinta milhões de visitantes por ano, ocupando também um lugar preponderante no mundo da moda e do luxo, tanto que no ano de 1991 Paris foi inscrita na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Não posso deixar de concordar, e falar que a cidade é realmente bela, com suas ruas enormes que apresentam um transito extremamente eficiente. É incrível como tudo parece funcionar por lá: semáforos, faixas de segurança, metro, ônibus… Além é claro dos prédios que apresentam a peculiar arquitetura francesa, que mesmo eu não entendendo muito de arquitetura não pude deixar de ficar encantada com a perfeição dos monumentos que são enriquecidos com diversos detalhes de anjos, santos e demônios. E se tivesse uma cor que eu pudesse descrever a cidade, seria bege, pois praticamente todos os monumentos que visitamos possuem esta cor, claro que, acompanhados de detalhes dourados, verdes e cinzas, mas o bege sempre predominando. Isso foi outro fator que me surpreendeu, como tudo parecia estar padronizado.

Mesmo a cidade sendo muito grande, muitos dos pontos turísticos localizam-se próximos um do outro, mas alguns estão mesmo distante, sendo indispensável a utilização do metro. Utilizar o metro por Paris não é nada comparado com São Paulo e demais pólos do Brasil, saliento, é incrível como esse meio de locomoção funciona pela Europa, pois não á fiscal, não existe cobradores, apenas uma máquina onde de forma independente o cidadão compra seu bilhete, e mesmo a França sendo considerada um dos países da União Européia que a população não respeita a cobrança de metro eu apenas presenciei uma infração durante os três dias na cidade. Mas caso um cidadão seja pego utilizando o serviço do metro de forma inadequada, este paga na hora à multa de 40 euros, sem choro, sem desconto (acreditem! Isso realmente acontece). O metro de Paris apresenta inúmeras linhas (isso significa que em minutos você vai a qualquer canto da cidade), no início olhando o mapa o sistema de transporte parecia mais uma teia de aranha do que linhas de metro, mas nada que não se entenda, afinal, a cidade está muito bem preparada para turistas com sinalização e central de informação por todos os lados, inclusive atendentes que falam português.

Para utilização do metro além de efetuar a compra toda vez que for utilizar, você pode comprar um bilhete de 24h com passe ilimitado, este custa 6,10 euros, há também o passe da semana, mas este não sei o valor.

E embora muitos turistas falam que Paris é extremamente cara eu não achei tanto. É claro que se você for sair durante a noite em algum bar ou discoteca sentira o impacto, mas o preço das lembrancinhas não achei nada abusivo, principalmente se você for negociar a compra com os Black People (Africanos que vendem chaveiros e torres por um preço inferior das lojas), e para se alimentar também não. Falando em alimentação, o famoso crep de chocolate de Paris foi uma decepção total, sem contar no relaxado atendimento da atendente que não utilizava luvas nem pá para preparo do crep (isso no Parque de La Concorde, pode ser que em outros sítios seja melhor).

Para visitar os pontos turísticos, nós intercambistas temos a vantagem de estudante da União Européia ter acesso free em quase todos como no Museu do Louvre, Phanteon, Notre Dame… E para subir no topo da Torre Eiffel o valor varia do andar que você quer ir e depende também se você é estudante e da idade que você tem, o valor até o topo é em torno dos 13 euros.

Se você visitar a cidade no período de inverno, prepare-se, pois lá o vento é cruel, principalmente no segundo andar da Torre Eiffel. No mais, todos os lugares estão bem preparados para o inverno.

Entre todos os lugares que visitamos o que não posso deixar de recomendar é o Museu dos Perfumes Fragonard, este não está muito destacado no mapa, mas localiza-se perto da Academie Nationale de Musique. E se você sempre teve curiosidade em conhecer os segredos da produção de perfumes a visita no Museu não pode faltar, sem contar que é gratuita, e o local conta com guia de todos os idiomas (inclusive português), e no final você pode efetuar a compra de perfume puro por um preço direto de fábrica.

Mais uma vez eu digo que Paris é extremamente encantadora, só o fato de andar pelas ruas é uma sensação agradável, observar como o trânsito funciona, a educação do povo Frances e acima de tudo a cultura que possuem, como eles conhecem a história de seu país, como eles ocupam o tempo no metro lendo jornais e livros, como é comum andar na rua comendo baguete, e como as pessoas encontram um meio de sobreviver em cima do turismo da cidade seja vendendo chaveirinhos, tocando gaita ou se vestindo de qualquer coisa para arrecadar moedas.

A Torre Eiffel realmente é linda e ao olhar para sua ponta realmente você tem a sensação de que ela esta balançando (hehehe). É engraçado reparar que um “monte de ferro” é a atração principal de uma cidade, e é incrível estar em frente a um monumento que possui tanta história, que já fez parte de cenários caracterizado em dezenas de filmes que se passam em Paris (ainda bem que não foi demolida), e relembrar da sua história de construção e avaliar o seu grandioso significado atual.

Mas diante de toda beleza teve algumas coisas que me decepcionaram, é claro que visitar os países no verão é bem diferente do inverno, pois o clima tem muita influência sobre os cenários que vemos, como por exemplo, os jardins. Em Paris a maioria das árvores estavam sem folhas e as flores dos jardins encolhidas, tudo bem… Não posso exigir milagres do inverno, mas o que eu gostaria de apontar é que, Paris sendo uma das cidades mais visitadas da União Européia, com todo o dinheiro que o país lucra em cima do turismo poderiam manter as fontes e jardins da cidade em melhores condições mesmo no período de inverno e passarem por chuva, neve e frio. Os jardins localizados perto da Torre Eiffel não permitiram uma foto adequada, com as fontes desligadas e águas sujas, e o jardim de Luxembourg mais estava um lamaçal do que um jardim. Estes foram alguns pequenos detalhes que me desapontaram, além do céu estar extremamente cinza, mas nada que um photoshop não resolva para uma foto (hehehe). Outra coisa que me irritou foi o fato de sempre ter um poste ou uma publicidade estragando o cenário da foto em frente aos pontos turísticos isso prova o quando os franceses investe em publicidade e propaganda, o que me fez pensar, que se nada dos meus planos derem certos, vou aprender francês e vir trabalhar na França (hehehe).

Assim como todas as cidades que visitei até o momento, Paris vai deixar saudade, tanta saudade que o retorno no verão já está nos meus planos, afinal, não quero morrer antes de fazer um piquenique em cada jardim desta cidade.

Por Nay Back – Intercambista UP.

Comer, rezar e amar

Baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, “Comer, Rezar, Amar” Julia Roberts interpreta Liz Gilbert, uma mulher moderna que tinha tudo o que se pode sonhar em ter – um marido, uma casa, uma carreira bem sucedida e ainda assim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que realmente deseja na vida.

Recentemente divorciada e num momento decisivo, Elizabeth sai da zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por auto-conhecimento. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália, o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Esta hostória prova que existe mais de uma maneira de levar a vida e de viajar pelo mundo.

O filme è uma ótima inspiração para quem deseja saborear os pratos italianos e ter uma ideia de como è sair rumo ao desconhecido para se deparar com o diferente e com novas culturas.

Após ver este filme, a vontade que eu tinha de conhecer as ruas e os pontos turistícos, e claro as pizzas da Italia aumentaram. Dia 12 de fevereiro toda essa vontade será sanada, entao darei o meu depoimento falando a respeito dessas vontades.

Confira o trailer do filme.

Por Nay Back – Intercambista UP.

Caminhos do Romântico no Porto

No âmbito do protocólo que a Reitoria da Universidade do Porto tem com a Câmara Municipal da cidade, para o dia de hoje foi promovido uma visita guiada a Casa Tait e Caminhos do Romântico do Porto. Aproveitando a ocasião, me inscrevi no passeio e fui conhecer mais este ponto turístico da cidade. Mesmo com o dia nublado consegui capturar belas imagens, as quais utilizarei para meu trabalho de Fotojornalismo.

Os Caminhos do Romântico são compostos por cincos percursos temáticos que apresentam um pouco das contradições do Porto de Oitocentos, romântico e burguês, rural e industrial. O primeiro percurso, Porto do Romantismo, tem os jardins do Palácio de Cristal como ponto de partida. O passeio continua depois pela rua Rua de Entre-Quintas e Rua da Macieirinha, alcançando-se a Casa Tait e o Museu Romântico. O segundo percurso intitulado O Aproveitamento da Água, acompanha os antigos leitos da Ribeira de Massarelos e seu afluente, o Rio de Vilar. Seguindo pela rua da Macieirinha descobrem-se fontes, chafarizes e lavadouros que abasteciam quintas da nobreza e burguesia e pequenos campos agrícolas.

O percurso seguinte, Arqueologia Rural e Industrial, entre a travessa da Macieirinha e o Cais do Bicalho revela dois estilos de vida que se sucedem no tempo: um espaço rural que se torna, a partir do século XIX , num espaço predominantemente industrial. Esta mudança ocorreu ao serem aqui instaladas moagens, serrações e fundições. Este percurso, A Fábrica de Massarelos e o Prestígio da Burguesia, faz a ponte entre cenários rurais, cenários piscatórios e industriais, entre lugares de agricultura que parecem imutáveis desde o século XVII, vestígios de uma povoação de faina fluvial e marítima e as ruínas da primeira fábrica pombalina do país.

Do Gólgota a Massarelos é o último percurso destes Caminhos do Romântico. O percurso parte da Faculdade de Arquitectura, passa pelo Gólgota, bairro de operários que trabalhavam na indústria ribeirinha e recria o caminho destes trabalhadores até Massarelos por entre a beleza paisagística da Arrábida.

Se você ainda não conhece este percurso vale a pena visitar. Basta ir até a Casa Tait durante no horário das 9h ás 11:30h ou das 14:30h até ás 17h, o passeio é gratuito e demora em torno de umas duas horas.

Por Nay Back – Intercambista UP.

De bar em bar…

De sítio em sítio, dançando loucamente e nada de cerveja foi assim que se definiu a noite de ontem. Quando a chuva deu uma pausa, Cedofeita Family saiu pelas ruas do Porto desbravar novos sítios a procura de algo que pudesse fazer parte de nossa diversão.

A primeira paragem foi no bar 77, que é conhecido por ser recorde na venda de mini Super Bock (sai uma a cada 30 segundos) e pelos deliciosos lanches que vendem na madrugada da noite portuguesa. Em seguida partimos para um pub do qual não me recordo o nome, mas era perto de outras discotecas que se localizam na região da reitoria.

Depois fomos ao Maximos, onde nos sentimos no Brasil, por o Dj soltar músicas do samba brasileiro, em seguida passamos por outro pub com decoração temática da Turquia, mas que já estava fechando. Por isso partimos para Cedofeita novamente.

Acostuma-se fácil se locomover para qualquer lugar do Porto de transporte público ou até mesmo a pé, e ainda a entrar gratuitamente em festas. Digo ainda que é muito bom ser brasileira fora do Brasil, andar pelas ruas sem perigo com a total liberdade e observar  o movimento da cidade, vê as pessoas sem se preocupar com imagem ou padrão.

Porto é uma cidade que além de ter uma imensa variedade de lugares para se visitar, é uma cidade que tem vida. E quanto mais eu ando por aqui, mais percebo o quanto falta conhecer os lugares, pensando nisso e claro, aproveitando o dia de sol que tivemos hoje (Aleluia! Sol!) fomos até Vila Nova de Gaia por cima da ponte da Ribeira conhecer a cidade vizinha do Porto e tirar belas fotos das imagens que vimos.

Percebo que deveria ter dormido menos, (afinal, dormir em euros custa caro, prova disso são os valores dos hosteis) e ter ido desbravar mais a cidade onde vivo, mas… Ainda temos tempo, por isso amanhã iremos para qualquer lugar conhecer qualquer coisa independente de ter sol ou chuva.

Por Nay Back – Intercambista UP.

Se faltar calor a gente esquenta…

Mais uma vez os meteorologistas acertam a previsão de tempo do Porto, assim nos “proporcionando” dias de frio e muita chuva. O que para nós já se tornou algo normal, por isso nada disso é desculpa para ficar em casa embernando. Sendo assim… Ontem foi a noite de abrir a sombrinha e ir até a discoteca pagar a prenda da corrida de Kart por mim, Ramone e a Ludi.

Depois de passear pela discoteca segurando um abacaxi junto de Ramone vestindo um lendo na cabeça e Ludi um sutiã por cima da roupa, de dançar passos inventados dos anos 60, fazer um book fotográfico na decoração do Armazém do Chá e fazer tudo o que se possa imaginar, percebi o quanto a vida é simples e o quanto as coisas podem ser fácil se você não se importar com o que as pessoas pensam. Como diz a música “Seja você, mesmo que seja bizarro”.

A dúvida por parte das pessoas em saber por que estávamos “bizarras” era inevitável. Duvidando de tudo o que é certo, essa brincadeira acabou sendo um fator influenciador para novas amizades. É engraçado… O intercâmbio quase finalizando e mesmo assim, quando você pensa que não é possível conhecer mais pessoas é aí que você se surpreende, e se não for possível, a gente tenta.

Por Nay Back  – Intercambista UP.

Aqui a tristeza, pula de alegria!!!

Janeiro e fevereiro são meses críticos no Porto, já que chegou o período de frio, chuvas e exames. Mas como somos brasileiros e sabemos driblar bem o pessimismo, deixamos as advérsias climáticas de lado e fomos procurar um programa diferente, já que as festas ESN e a maioria das discotecas estão de recesso devido ao período de provas.

Então, na última terça-feira chuvosa saímos com nosso melhor amigo português, João Saraiva, rumo à pista de karts de Matosinhos. Detalhe que nem o João sabia certo onde estava indo, e depois de muitas voltas, rótulas e curvas erradas, acabamos chegando ao nosso destino, Kartcenter.

Assim que chegamos fomos nos inscrever até o resto do pessoal achar o local. Enquanto esperávamos os 30 muinutos que nos separavam da corrida, aproveitamos para analisar os outros competidores e elaborar uma prenda pra os três últimos lugares da nossa corrida. Com as prendas decididas, chegou a nossa vez de colocar a touca nos cabelos, o capacete na cabeça e a almofada no kart e esperar pela largada.

O problema é que os técnicos foram dar uma olhada geral na pista e tivemos de esperar 10 minutos para começar a correr. Então aproveitamos para reunir toda a galera e registrar o momento antes da tão esperada corrida de karts.

Como as duas primeiras voltas eram de teste para conhecer o kart e a pista, e eu nunca tinha andado de kart na vida, eu fui mais devagar que o resto do pessoal, e a Nay também, só que na primeira curva ela acabou batendo nos pneus e ficou empacada um tempão.

Durante a corrida eu estava receosa e freiava mais do que acelerava, com isso acabei levando várias batidas na traseira e conquistando o último lugar.

Porém não fiquei sozinha no pódio, a Nay e a Ludi me acompanharam nas piores colocações. No sorteio das prendas que serão pagas na próxima sexta-feira, eu terei de passar a noite com um turbante na cabeça, a Nay vai ter de segurar o abacaxi e a Ludi ficou encarregada de usar o soutien por cima da roupa.

Resumindo, não podemos deixar a solidão e a chuva nos abalarem aqui na Europa, pois os dois últimos meses de nossa estadia aqui estão chegando ao fim, e temos de aproveitar ao máximo essa experiência, compartilhando os momentos com nossos amigos, tanto faz se sejam em festas, jantas, passeios, ou mesmo pagando grandes micos como usar um turbante numa balada. Temos de curtir o momento já que estamos aqui apenas de passagem.

Por Ramone Pacheco – Intercambista UP