Arquivo da categoria: Portugueses

Último dia de aula

Ter aulas no mês de dezembro e janeiro é algo que não me entra na cabeça, e espero não ter de refazer nenhum trabalho no mês de fevereiro. Ainda bem que essa metodologia não é aplicada no Brasil, pois não imagino passar os meses mais quentes do ano dentro de um laboratório editando vídeos ou em frente ao computador escrevendo artigos. Se bem que no ano passado passei por uma experiência semelhante a esta quando ficamos editando o clipe da Analuana.

Hoje, se tudo der certo é o nosso último dia de aula, depois de passar várias manhãs, tardes e noites envolvidas com a produção do nosso vídeo sobre a vida dos Erasmus, trabalho da disciplina de Laboratório de Som e Imagem, e que vamos aproveitar para o nosso Projeto Experimental lá no Brasil (trabalho que acompanha o blog e marca o fim do curso). Foram dias de coleta de imagens onde colocamos nossos amigos estrangeiros e brasileiros frente à câmera relatando suas experiências de intercâmbio (altas revelações hehehe).

De momento, o resultado não está ficando de acordo como planejávamos, pois aqui as coisas funcionam diferentes do que estávamos acostumadas na Unijuí. Como já mencionei em posts anteriores a metodologia da Universidade do Porto (UP) ao meu ver torna os alunos muito mais independentes e aplicados, pois aqui (não só no curso de Ciências da Comunicação mas em outros também) temos de fazer tudo sozinhos sem auxílio dos professores, o que nos salva em momentos de apuros são os técnicos do laboratório, mas eles são poucos comparados a quantidade de alunos do curso.

A maioria dos trabalhos são individuais onde os alunos tem de filmar, editar, escrever, etc… Já na Unijuí sempre tínhamos auxílio de alguém, como por exemplo, os trabalhos eram sempre em grupos, o professor explicava os trabalhos além de acompanhar passo a passo o grupo, e sempre tinha os técnicos à disposição para ajudar n o que precisávamos. Aqui eu me sinto sem pai nem mãe, completamente sozinha, sempre insegura. Por uma lado isso é bom, nos torna independente, e lidar com a insegurança faz parte do desafio, no final você pode avaliar o quanto evoluiu, além é claro de observar como a sua área de estudo é aplicada em outro país.

Mesmo sem ter me tornado amiga dos professores e intima dos meus colegas, fatores que tornaram meu semestre não muito agradável, pois mesmo a UP sendo uma das universidades lideres em consórcio de intercâmbio os alunos portugueses não possuem uma mentalidade muito aberta para os Erasmus, por aqui não é como no Brasil que você leva uma pessoa para o bar e se torna amigo (nada aqui é como o Brasil Oo). Mas quando falo nos portugueses que não são “muito receptivos” não significa que eles não são acolhedores, o que você precisa de ajuda eles ajudam, mas não criam laços, é como se fosse cada um no seu quadrado, percebem?

Bem… Por mais saudade que eu sinta da Unijuí, do calor entre as pessoas, da lista de espera para reservar equipamentos e das dificuldades em conseguir um espaço no laboratório de fotografia, vou sentir saudades daqui também, ainda mais de editar vídeos nos macs 29 polegadas, dos materiais onde temos fácil acesso, das refeições na Cantina de Direito e de comprar lanches e cafés em máquinas (nossa!!! Eu achava isso o máximo no início, lembro-me até quantos botõezinhos apertava até conseguir comprar o lanche certo).

No mais… Mesmo tendo experiências não tão agradáveis em sala de aula, não só eu e Ramone mas com certeza todos que pela UP passaram vão sentir falta da metodologia portuguesa de ensino. E para saciar a “melancolia” da saudade, amanhã cedinho vamos viajar para Londres, afinal, depois de tanto trabalho merecemos uma folga 🙂

Por Nay Back – Intercambista UP.

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Uma noite de Maximus

Morar na Cedofeita tem suas vantagens, não só por ter comércio, mercado, talho e padarias por perto, mas também por estarmos pertinho de várias discotecas do Porto (inclusive uma em frente de nossa morada). Aqui opções para agradar diversos gostos não faltam, e se você não está gostando de algo, facilmente atravessa a rua e já esta dentro de outro sítio.

Ontem foi mais uma noite que saímos de casa sem destino, bem… Mais ou menos sem destino. Com o mês de fevereiro se aproximando, o intercâmbio vai se encerrando para muitos, uns porque retornam ao seu país de origem e outros porque vão aproveitar o tempo que resta para viajar pela Europa. Então, ontem foi mais uma noite de “festa de despedida”, e claro, Cedofeita Family estava presente na pensão do Carlos e do Estevão e de mais Erasmus.

Infelizmente ou felizmente, não sei definir, não ficamos muito tempo na festa, apenas fomos fazer uma “sociável”. Devido ser uma pensão de estudantes e de ter um guarda vigiando o evento, a festa se concentrou no pátio da residência, algo que não foi muito agradável pelo simples fato da temperatura marcar apenas 4 graus em uma noite de inverno no Porto. Talvez se tivéssemos levado uma bola de basquete para jogar no campo ou improvisado uma fogueira teria sido diferente, no mais as velas que decoravam o ambiente e o vinho ajudou um bocado o clima esquentar.

Em seguida partimos para o Bar 77 pegar um “quadrado” que na verdade se chama “combinado” (é um lanche folhado em forma de quadrado com recheio de fiambre, queijo e carne) e em ritmo de canções de infância fomos pulando e cantando para o Piolho, o famoso bar localizado perto da Reitoria e claro, perto da Cedofeita. Esse lugar só não é movimentado aos domingos, pois é o dia que o bar fecha suas portas para abastecer o estoque. Para quem não sabe e não faz idéia de como é o Piolho, este é um bar bem movimentado, onde a maioria das pessoas vão tomar café após as 18h e a noite cerveja, ao seu lado á outros bares também, afinal a rua é lotada por eles, mas leva o nome de um só, o porque não sei. Uma das coisas que é tradicional é o ditado “quarta-feira é dia de Piolho”, isso significa que neste dia da semana a cerveja é vendida a 1 euro, mas não no bar do Piolho e sim na Adega do João que se localiza mais para o final da rua.

Depois de determinado tempo no Bar do Piolho e de uma discussão de onde ir e não ir, por fim ficou decidido mais uma vez que iríamos ao Armazém do Chá, uma discoteca muito visitada por Erasmus por cobrar 1 euro de entrada e vender bebidas a um preço bem amigável, o problema de ir lá é que nunca se sabe que música esta tocando e as vezes você pode ser surpreendido por algum som do qual não é o seu preferido. Na rua do Armazém do Chá deve ter umas oito discotecas, cada uma com um estilo diferente, e muitas não cobram entrada, o que facilita o acesso. Pensando nessa proposta foi que acabamos mais uma vez entrando na discoteca Maximus para conferir o som, e desta vez não permanecemos apenas por 10 minutos como era o de costume, ficamos lá por muito e muito tempo curtindo som eletrônico, brasileiro e português.

A noite foi bem agradável, a discoteca possui dois andares mas é bem pequenina, e além das bebidas é vendido lanches parecidos com os do Bar 77. Vale destacar que a rua por ser localizada de discotecas é uma rua com prédios comerciais e de residências, inclusive em cima do Maximus há moradas, o que é estranho é que nunca presenciamos reclamações e nem policiais passando de madrugada exigindo silêncio. Não sei como funciona essas coisas aqui na cidade do Porto, só sei que eu acho tudo isso o “máximo”, as ruas sempre cheia de pessoas, você anda sem perigo, vai e volta caminhando das festas, não se preocupa com a compra de ingressos antecipados, e se não gostar do lugar que esta bem próximo sempre há outra opção.

Por Nay Back – Intercambista UP.

Inglês, Português ou Grego?

Que língua é essa?

Escrita semelhante, apenas uns Cs ou Ps a mais do lado de alguma consoante e algumas palavras iguais mas com significados diferentes, como por exemplo, pixar, durex e rapariga… Os verbos parecem não estar conjugados no tempo certo e ao escutar os professores falando em sala de aula parece que as palavras não são em português, e sim em inglês, grego ou francês…

A sensação de não compreender a língua portuguesa de Portugal não é só comum entre os brasileiros, mas sim para os estrangeiros que se aventuram a estudar por aqui, há também aqueles que chegam até aqui somente com sua língua de origem ou com o inglês, mesmo assim investem na oportunidade de intercambio.

No início do semestre eu e minha colega espanhola Elizabeth mal conseguíamos nos comunicar, passado um mês das suas aulas de língua portuguesa, hoje ela compreende melhor o que eu falo, mas o mesmo não aconteceu em relação aos portugueses.

Um fato semelhante aconteceu a um tempo atrás. Em Cedofeita Family chegou Verônica, nossaa amiga italiana que bateu na porta com olhar entristecido. Na sua Universidade de origem ela estuda Ciência Arboristica e na U.Porto farmácia, além de estar num curso que não é o mesmo do seu país e mesmo conhecendo as palavras do vocabulário lusófono, apenas com algumas dificuldades de conjugação dos verbos, fora isso, fala muito bem.

Com lágrimas nos olhos relatou da dificuldade em não compreender o que seus professores explicam nas aulas, tanto que no dia seguinte passou a noite estudando mas pouco do conteúdo compreendeu. Para consolá-la falei de que mesmo tendo um vocabulário português em muitas situações, escutar o diálogo de portugueses é incompreensível, não só para mim, mas para outros brasileiros.

Quatro meses já se passaram desde a minha chegada, mas algumas palavras ainda soam estranhas, e outras necessito de explicações para compreendê-las. Pelo jeito expressivo dos portugueses, o linguajar do país me deixa admirada que soa tão delicado em meus ouvidos, como as palavras “bocadinho”, “percebes”, “tais a ver” e “vem comigo cá ter”. E analisando outras palavras em frases completas até me faz criticar o português do Brasil, e julgar inadequada o modo como é o nosso idioma.

Mas as diferenças entre a escrita do português de Portugal e Brasil já estão sendo diminuídas, pois entrou em vigor no ano de 2009 a unificação da língua portuguesa entre os países desta língua a fim de de aproximar as nações.

Para conhecimento da nova ortografía no Brasil e em Portugal acesse  Atica. E para downloads Baixaki.

Por Nay Back – Intercambista UP.

Feliz Nova Entrada em 2011!

De tão rápido que chegou o dia 31 de dezembro ele já passou e nem postamos nada a respeito de como foi à virada de ano aqui pela Europa… Lamentamos! Pois tivemos vários dias ausentes devido à viagem para Madrid e também porque a nossa internet saiu fora de ar, o que de fato aconteceu não sabemos, mas a Carol providenciou outro provedor Thomson (considerada a internet mais veloz de Portugal) da empresa Net Sapo, por um preço muito amigável sem custo de roteador e que ainda veio com um pacote de TV a cabo e um telefone o qual nos da direito de ligar gratuitamente para fixos de Portugal e mais 18 países da União Européia, além de poder ligar para fixos e celulares dos EUA, mas nada de tarifas gratuitas para o Brasil…

Então… Após chegarmos ao Porto no dia 28 de dezembro, fomos a um café jantar e claro acessar a internet para saber das novidades da cidade e ver quem dos Erasmus iria a festa em Matosinhos do prédio transparente em frente ao mar que teria bar aberto a noite toda, para a nossa decepção, não encontramos nenhum amigo Erasmus que ia nessa festa, pois os ingressos acabaram-se antes da data prevista de compra antecipada. Sendo assim, o que nos restou era acompanhar os fogos em Aliados (Câmara do Porto, que fica na Avenida dos Aliados bem perto da Ribeira) e seguir o lema “Depois… Só Deus sabe”…

Dia 30 foi a compra da roupa nova, não sei por que, mas em virada de ano sempre gosto de vestir roupa nova e qualquer cor que não seja preto. Já na tarde do dia 31 Ramone e eu fomos às compras para a nossa janta. Desde que estou aqui nunca havia encontrado a lentilha na sessão de feijões e grãos de bico, então resolvi perguntar a atendente do Pingo Doce, segundo ela a lentilha é conhecida pelos grãozinhos que são colocados no bolso para dar sorte, e estava localizada na prateleira dos integrais. Lentilha, carne de porco, chouriço, bacon, batata, milho, ervilha, espumantes, frutas e doces marcaram presença dentro do carrinho do mercado. Pela noite comecei os preparativos, afinal, era a primeira virada de ano na Europa e minha primeira lentilha feita por mim sem a ajuda de ninguém, nem mesmo do Google, pois a internet só funcionava o Orkut, sabe se lá o porquê disso…

Nossa família estava dividida para este momento, em casa somente Ramone e eu. Me deu uma forte nostalgia me lembrando de como essa idéia de intercambio começou… Em gramado, numa pizzaria, comemorando os Galgos de Ouro que a Unijuí levava para casa, nós que nunca tivemos muita intimidade bastou uma palavra “Intercâmbio” para eu notar quantas coisas em comum tínhamos.

Nostalgia no próximo post….

Mas não passamos somente nós duas aqui em casa não…  Para as 9h estava marcada a chegada de mais amigas brasileiras, que afinal, acabaram chegando as 11h da noite, o que deu tempo somente para comer a lentilha e sair porta afora correndo de salto 15 para os Aliados, assim que fechamos a porta de casa já escutamos os fogos e pronto FELIZ ANO NOVO, FELIZ NOVA ENTRADA, HAPPY 2011!!!!!

Pegamos todos os fogos no caminho de casa, todos eles em sintonia total e coloridos, simplesmente lindos! Eu que nunca passei em Rio de Janeiro, nem em praia alguma a virada de ano, nunca pude prestigiar uma queima de fogos tão bela quanto a que vi, pois no ano passado, mesmo estando na laje da Casa Amarela (minha ex-residência) eram fogos pingados em qualquer canto da cidade com uma pausa de 2 minutos cada.

Chegando em Aliados os fogos encerraram, foi então que percebemos a quantidade de pessoas que saíram de suas residências antes da queima iniciar para prestigiar este momento. Eram crianças, pais, bebês de colo, idosos, casais… Todos vestido com casacos de cores escuras, claro, aqui não faz o calor de quase 40 graus por isso as pessoas não vão até a praia. Fato que vale destacar é que mesmo com a Avenida inteira lotada, era possível com muita facilidade caminhar entre as pessoas, bastava dizer “Com licença” e as pessoas abriam espaço para que as pessoas pudessem passar pelo caminho, diferente da empurração que se tem quando muitos brasileiros se juntam para algum concerto ou algo similar.   Mas, posso dizer que pela banda que tocava no show da virada, eu e mais brasileiros nos sentimos completamente em nosso país escutando as musicas da Banda Furacão Brasil. É engraçado… Você esta do outro lado do oceano, vem para um país diferente do seu, esperando absorver o máximo da cultura desconhecida, mas por aqui pouca musica portuguesa se escuta nos lugares que se vai.

Já na maneira de apreciar a música brasileira, também é engraçado analisar os portugueses, pois com certeza eles devem ter se assustado com os brasileiros que sambavam, dançavam e rebolavam ao som de Furacão Brasil, pois eles nos olhavam como se fossemos bixos fora da selva. Para eles, penso que isso não seja muito normal, pois ao nosso redor as pessoas estavam paradas, apenas olhando o concerto. Enquanto nós dançávamos enlouquecidos curtindo uma virada de ano que talvez nunca mais tenhamos.

Depois de todas as espumantes estouradas fomos para outro sítio aproveitar o restante da noite, pois logo a banda encerrava seu concerto. O sol estava quase nascendo quando chegamos até Cedofeita comer os doces e frutas, e claro, mais um bocadinho de lentilha, afinal, ela ficou tão boa quanto foi a nossa virada de ano.

Por Nay Back – Intercambista UP.

De Portugal para o mundo…

Muitos intercambistas sentem a necessidade de expor as expêriencias do intercambio por meio de um blog. Ramone e eu somos um exemplo, mas conhecendo mais brasileiros que vivem na cidade do Porto, encontramos outros blogs que mesmo apresentando assuntos semelhantes, falam de maneira diferente….

Criado no final da década de 90, o blog é um fenômeno recente que surgiu para colocar em evidência o poder individual, ao contrário dos meios de comunicação tradicionais como a televisão e o jornal impresso que ainda se baseiam no sistema um para todos e não todos para todos como é o caso da web. Para dar certo, o grande segredo de um blog, é fazer ou criar algo que desperte o interesse do público sobre o assunto, nesse sentido, os blogs são a oportunidade de “fazer barulho” na internet, porque são comunidades, porque se relacionam, têm conteúdo, consistência e clareza. Está rede social é diversidade, atinge vários públicos, é prático, simples, fácil de criar, manter e acessar, e o melhor de tudo: está disponível em versão gratuita. Por isso está ferramenta além de um guia de informações, já está sendo uma grande estratégia comercial para os meios de comunicação, empresas, marcas e pessoas públicas.

Vale destacar que um dos fatores importantes para a criação de um blog é a facilidade da utilização de ferramentas que permite que qualquer pessoa crie um. O trabalho de postar notícias, artigos, crónicas, entre outras informações envolve todo o trabalho que deve chamar a atenção dos leitores, pois está ferramenta na maioria das vezes possui pouca divulgação, tanto que muitas vezes o blogueiro deve repensar seus objetivos em escrever. Como é o caso de Fernanda Kist Pulgiero, autora do bloVida Portuguesa “Fiz o blog logo que a ‘aventura’ começou, com o esquema de conseguir organizar documentos, comprar passagem e tirar o visto. Depois fui descrevendo o que ia me acontecendo, eventos importantes do Porto e em Portugal, viagens, paisagens, cidades e etc. Mais tarde, comecei também a colecionar personagens, descrevendo pessoas que conheci e situações. Fiz muitos perfis que são divertidos de ler e acabam por informar também”.

Acima de tudo, o blog proporciona um poder de comunicação bidirecional instantâneo sendo assim um canal de comunicação mais veloz nas interações e com mais valor agregado por que possui leitura agradável e cronológica, é fácil de fazer e manter, custa pouco, possui navegação intuitiva e simples, abre espaço para comentários, disponibiliza troca de links, é personalizado, faz parte de um nicho e é especialista.  Como por exemplo, o blog Tão perto.. Tão longe de Laura Teixeira de Souza, o qual foi feito com o objetivo de amenizar a saudade de quem está longe, segundo a autora “É uma tentativa de trazer pra perto aqueles que eu tanto amo! É uma forma de fazer ser lembrada, quando eu estiver longe”. Por motivo semelhante Pablo Giraldi autor do blog Pablo pelo Mundo diz que “O principal motivo de ter feito este blog foi o de manter informados todos meus amigos e família a respeito das minhas ‘aventuras’ no exterior. É diferente de apenas ‘contar’ a eles pelo MSN, Skype, Facebook, etc, porque envolve uma maior entrega nos textos, onde procuro expressar todas as emoções através das palavras. Além de poder ilustrar as experiências com fotos e vídeos”.

Dessa maneira pode se confirmar uma aproximação da parte dos blogueiros e do público-alvo que cada um abrange, como por exemplo o blog do Proograma Erasmus Mundos UFRJ que foi criado para que os alunos possam manter um maior contato com as informações e com os alunos que já fizeram parte deste Programa. Já o intercambista Pablo complementa “Vejo que as pessoas têm gostado desta iniciativa, e todos os feedbacks que recebo são bons. Infelizmente por falta de tempo acabo por não atualizá-lo com a devida frequência, mesmo assim, o blog acaba por ser uma boa maneira de “resumir” minha estadia no exterior, para aqueles que queiram saber, sem que seja necessário repetir as histórias diversas vezes. Como não sou da área de Comunicação Social, meu blog naturalmente deve conter diversos equívocos do ponto de vista jornalístico, entretanto, encorajo-me a continuar escrevendo por realização pessoal e incentivo, como disse anteriormente, de amigos e família”.

Por Nay Back – Intercambista da UP.

Antes eu imaginava… Agora eu estou vivendo!

Eu imaginava ter um pôr do sol em frente ao Rio Douro, cenário deslumbrante e cartão postal da cidade do Porto/Portugal. Imaginava como seria estudar em uma Universidade que recebe estudantes dos mais diversos lugares do mundo e das mais variadas culturas. E imaginava também poder passar os finais de semana viajando para os principais pontos turísticos da Europa vistos antes somente pelas novelas e filmes, como por exemplo, Roma, Paris e Londres.

Eu apenas imaginava… Parece clichê dizer que tudo era um sonho distante, e que o fato de estar fazendo intercambio em Portugal ainda não parece ser real. Eu sai do interior do meu estado, com uma mala cheia de expectativas e coragem para desapegar da minha origem e me aventurar ao desconhecido, para poder desfrutar os benefícios e dificuldades que a vida de intercambista poderia me oferecer no período de seis meses de estudos no exterior. Algo que anteriormente era apenas uma ilusão.

Como pode uma pessoa mudar tanto em tão pouco tempo? Eu ainda estou deslumbrada com os acontecimentos desta nova vida, afinal, todos os dias são experiências novas. Você sai de casa e passa a viver longe de todas as comodidades que tinha, aprende a sobreviver de maneira própria e em momentos de desespero você acaba descobrindo a pessoa que é. Nesse percurso não só acumulo conhecimento, mas sim maturidade para fortificar o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Por isso, hoje eu compreendo melhor a frase do religioso Heber J. Grant “Aquilo que persistimos em fazer torna-se mais fácil, não porque a natureza da coisa mude, mas porque a nossa capacidade de executá-la aumenta”.

Vejo que diante das oportunidades que o país oferece enriqueci profissionalmente, conheci a cultura do povo português e dos outros estrangeiros que por aqui estudam. É o mudo! Essa cultura de integração, a raça humana é uma só mas é  tão diversificada.

É por isso que eu aposto nesta experiência como um avanço para o meu desenvolvimento humano, pois com certeza isso só tem a acrescentar na aprendizagem cultural, pessoal, profissional e emocional. Tudo isso é um momento único de evoluir e, assim, permanecer sempre aberta para o mundo.

Tenho certeza de que quando voltar para o meu berço, após saciar toda a saudade das pessoas que eu amo, a vontade de retornar será imensa. Tenho tanta certeza que já estou focando meu futuro em um mestrado na Europa.

Por Nay Back – Intercambista UP.

 

Com fome??

Correria de final de semestre…

Passei o domingo de chuva sem olhar para janela e do barulho da chuva tentei me inspirar e escrever as matérias para o jornal temático de intercambio que tenho de finalizar até o dia 15 de dezembro. Confesso que estou em pânico… Sair do interior da UNIJUÍ e vir para uma Universidade estrangeira cursar jornalismo não está sendo muito fácil. Eu que pensava que seria mais prático escolher matérias práticas para ficar livre de provas, percebo hoje que não fiz a melhor escolha do meu semestre acadêmico europeu… Fazer diversos trabalhos (imprensa, televisão, rádio, online, foto e vídeo) sem embasamento teórico algum esta me deixando com muita saudade da vida acadêmica de Publicidade e Propaganda, agora mais do que nunca eu vejo que é está a formação acadêmico que quero para mim, e se não fosse as minhas experiências nos estágios eu jamais saberia fazer um programa de rádio muito menos mexer nos programas de edição de áudio.

Não tenho do que me queixar dos laboratórios aqui, afinal, fica fácil aprender a mexer no Adobe Premiere utilizando um Aplee 29 polegadas, e me fechar sozinha numa ilha de rádio com estrutura profissional, a lidar com máquinas, filmadoras e gravadores europeus. Observo que aqui a prática é muito forte! Mesmo com o jeito “lerdo” dos portugueses aqui os trabalhos de improviso e as atividades de campo são muito forte. Parece que meus colegas são tão esperto e ágeis, que mesmo eles respondendo “Não sei, acho que sim” e “pode ser, mas não sei se está certo” para as minhas perguntas eles sempre fazem a coisa certa.

Bem… Mas dando razão para o título…

Abaixo segue três receitas estrangeiras de pratos típicos da Europa. Na busca de fonte para meus textos do jornal temático sobre a vida de intercambista, meus amigos estrangeiros colaboraram com receitas de seus países. Se não sabes o que vai comer aqui ficam as dicas.

Tortilla Española – Tortilha Espanhola

Por Alejandro Franza – Espanhol

A quantidade de ingredientes depende da porção que se queira fazer e do tanto fofa deseja que fique a textura.

Ingredientes: Batatas, ovos (aproximadamente um ovo por batata), cebola, Sal e Azeite.

Modo de preparo: Corta-se as batatas em formas irregulares não muito grandes, a cebola bem picada em pedaços pequenos, leve tudo isto para a frigideira com abundante azeite de oliva virgem extra (se for outro azeite o sabor fica diferente), em seguida frite a batata na frigideira de forma que fique apenas amarela e não crocante e não torrada. Bata os ovos em um recipiente, em seguida misture tudo e acrescente um bocado de Sal. Uma vez feito isto, aqueça a mesma frigideira de antes mas sem azeite, coloque toda a mistura mas sem mexer nada. Minutos depois, com a ajuda de uma pá, vire a tortilha e aquece o outro lado, passado outros minutos com a ajuda da pá tira-se a tortilha fora da frigideira e… Pronto!

Nota: Este é um prato típico espanhol, e se acostuma comer num âmbito mais informal, com amigos. Para acompanhamento costuma-se tomar com cervejas ou algum refrigerante, e sempre acompanhado com pão.

J “Giouvetsi”

Por Sergoun Goun Goun – Grego

Ingredientes: 1 quilo de carne macia na panela, 1 pacote de macarrão, 4 tomates grandes e maduros batidos em liquidificador, ½   e ½ xícara de azeite extra-virgem, 4 dentes de alho, 1 colher de chá de açúcar (só se o tomate for fresco), Sal, pimenta a gosto, 4 ou 5 grãos de pimenta da Jamaica, 1 colher de chá de canela, 1 colher de chá noz-moscada, 2 folhas de louro, ½  xícaras de água quente, 1 cubo de galinha knor e queijo parmesão ralado (ou outro tipo de queijo).

Modo de preparo: Lave bem a carne, corte em pedaços e seque.
Despeje o vinho em uma panela e refogue a carne de todos os lados, até o vinho evaporar. Adicione o tomate, açúcar, sal, pimenta, um copo de água quente e outras especiarias. Basta ferver, acrescente o óleo (uma das duas metades), abaixe o fogo e cozinhe por quanto tempo for necessário (cerca de 25-30 minutos, ou conforme necessário para amolecer bem a carne).

Em uma panela de barro ou pirex, despeje o conteúdo da panela com carne e molho, adicione duas xícaras de água quente com o knor dissolvido em cubo, acrescente o macarrão, (por isso vai a toda parte uniforme) adicione a outra parte do axeite (1/2 xícara), mexa bem e, em seguida, cubra com papel alumínio (se colocar em uma panela de barro com uma tampa, cubra bem com a tampa). Pré-aqueça o forno e colocá-lo a 180 graus por 35-40 minutos.

Pouco antes de expor os alimentos, misture polvilho com queijo ralado, e acrescente ao prato, em seguida continue a assar até o queijo derreter para fazer a crosta e obter uma cor dourada.

Nota: – Quando você expõe o alimento, se for necessário adicione um pouco mais de água.
– O óleo deve ser suspenso, por último, estar “vivo” e não perder as suas propriedades e cheiro.

– Saboreie o prato com um bom vinho em temperatura ambiente.

Bucatini All’amatriciana

Por Simone di Ludovico – Italiano

Ingredientes para 4 pessoas: Um pacote de Bucatini (ou outras massas), 400 gramas de bacon e toucinho, 6 tomates (maduros), 1 cebola, Romano Pecorino ou em flocos, Sal e pimenta a gosto, Azeite e 1/4 xícara de vinho branco.

Modo de Preparo: Em uma panela leve para cozinhar a massa. Em seguida corte em pedaços a cebola e deixar fritar com o azeite em uma panela, após acrescente o toucinho, bacon e tomate com um pouco de azeite e aqueça bem até ficar levemente cozidos, após adicione o vinho branco e deixe evaporar, acrescente o sal e adicione uma pitada de pimenta, misture bem com uma colher de madeira que serão deixados na panela durante o cozimento, e cubra com a tampa. O molho deve ferver por aproximadamente 30 minutos. Escorra os “Bucatini” e molho juntos, por fim, adicione o romano ralado em flocos ou pecorino e manjare!

Nota: Esta é uma massa típico italiana, e possui uma bela combinação com um vinho tinto seco.