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Paris, a cidade da torre mais famosa do mundo

Acho que é normal… E com certeza a maioria das pessoas que não vivem na União Européia sonham um dia conhecer Paris, eu e Ramone pelo menos sonhávamos tanto que jamais iríamos finalizar o intercâmbio sem realizar esta viagem.

Os planos eram passar a virada do ano em frente à Torre Eiffel, mas devido o alto valor das passagens a idéia foi modificada, mas os planos de viagem para Paris permaneceu fixo no cronograma. A procura de passagens acessíveis passei a acessar o site da Ryanair dia e noite até que encontrei passagens de ida e volta para o dia 18 de janeiro por 18 euros. Não pensei duas vezes e efetuei a compra, mas para essa viagem não parti sozinha, junto de mim veio Ramone (minha fiel companheira de aventura) e Ludmila (que fez parte do trio GPS Girls).

Paris é a capital e a mais populosa cidade da França, e está posicionada numa encruzilhada entre os itinerários comerciais terrestres e fluviais no coração duma rica região agrícola que a tornou uma das principais cidades da França ao longo do século X, sendo conhecida como Cidade Luz e capital da arte e do lazer, além de abrigar numerosos monumentos, por seu considerável papel político e econômico, sendo também uma cidade importante na história do mundo. Prova disso são os palácios, igrejas, parques, avenidas e museus que fazem a cidade um símbolo da cultura francesa, que atrai quase trinta milhões de visitantes por ano, ocupando também um lugar preponderante no mundo da moda e do luxo, tanto que no ano de 1991 Paris foi inscrita na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Não posso deixar de concordar, e falar que a cidade é realmente bela, com suas ruas enormes que apresentam um transito extremamente eficiente. É incrível como tudo parece funcionar por lá: semáforos, faixas de segurança, metro, ônibus… Além é claro dos prédios que apresentam a peculiar arquitetura francesa, que mesmo eu não entendendo muito de arquitetura não pude deixar de ficar encantada com a perfeição dos monumentos que são enriquecidos com diversos detalhes de anjos, santos e demônios. E se tivesse uma cor que eu pudesse descrever a cidade, seria bege, pois praticamente todos os monumentos que visitamos possuem esta cor, claro que, acompanhados de detalhes dourados, verdes e cinzas, mas o bege sempre predominando. Isso foi outro fator que me surpreendeu, como tudo parecia estar padronizado.

Mesmo a cidade sendo muito grande, muitos dos pontos turísticos localizam-se próximos um do outro, mas alguns estão mesmo distante, sendo indispensável a utilização do metro. Utilizar o metro por Paris não é nada comparado com São Paulo e demais pólos do Brasil, saliento, é incrível como esse meio de locomoção funciona pela Europa, pois não á fiscal, não existe cobradores, apenas uma máquina onde de forma independente o cidadão compra seu bilhete, e mesmo a França sendo considerada um dos países da União Européia que a população não respeita a cobrança de metro eu apenas presenciei uma infração durante os três dias na cidade. Mas caso um cidadão seja pego utilizando o serviço do metro de forma inadequada, este paga na hora à multa de 40 euros, sem choro, sem desconto (acreditem! Isso realmente acontece). O metro de Paris apresenta inúmeras linhas (isso significa que em minutos você vai a qualquer canto da cidade), no início olhando o mapa o sistema de transporte parecia mais uma teia de aranha do que linhas de metro, mas nada que não se entenda, afinal, a cidade está muito bem preparada para turistas com sinalização e central de informação por todos os lados, inclusive atendentes que falam português.

Para utilização do metro além de efetuar a compra toda vez que for utilizar, você pode comprar um bilhete de 24h com passe ilimitado, este custa 6,10 euros, há também o passe da semana, mas este não sei o valor.

E embora muitos turistas falam que Paris é extremamente cara eu não achei tanto. É claro que se você for sair durante a noite em algum bar ou discoteca sentira o impacto, mas o preço das lembrancinhas não achei nada abusivo, principalmente se você for negociar a compra com os Black People (Africanos que vendem chaveiros e torres por um preço inferior das lojas), e para se alimentar também não. Falando em alimentação, o famoso crep de chocolate de Paris foi uma decepção total, sem contar no relaxado atendimento da atendente que não utilizava luvas nem pá para preparo do crep (isso no Parque de La Concorde, pode ser que em outros sítios seja melhor).

Para visitar os pontos turísticos, nós intercambistas temos a vantagem de estudante da União Européia ter acesso free em quase todos como no Museu do Louvre, Phanteon, Notre Dame… E para subir no topo da Torre Eiffel o valor varia do andar que você quer ir e depende também se você é estudante e da idade que você tem, o valor até o topo é em torno dos 13 euros.

Se você visitar a cidade no período de inverno, prepare-se, pois lá o vento é cruel, principalmente no segundo andar da Torre Eiffel. No mais, todos os lugares estão bem preparados para o inverno.

Entre todos os lugares que visitamos o que não posso deixar de recomendar é o Museu dos Perfumes Fragonard, este não está muito destacado no mapa, mas localiza-se perto da Academie Nationale de Musique. E se você sempre teve curiosidade em conhecer os segredos da produção de perfumes a visita no Museu não pode faltar, sem contar que é gratuita, e o local conta com guia de todos os idiomas (inclusive português), e no final você pode efetuar a compra de perfume puro por um preço direto de fábrica.

Mais uma vez eu digo que Paris é extremamente encantadora, só o fato de andar pelas ruas é uma sensação agradável, observar como o trânsito funciona, a educação do povo Frances e acima de tudo a cultura que possuem, como eles conhecem a história de seu país, como eles ocupam o tempo no metro lendo jornais e livros, como é comum andar na rua comendo baguete, e como as pessoas encontram um meio de sobreviver em cima do turismo da cidade seja vendendo chaveirinhos, tocando gaita ou se vestindo de qualquer coisa para arrecadar moedas.

A Torre Eiffel realmente é linda e ao olhar para sua ponta realmente você tem a sensação de que ela esta balançando (hehehe). É engraçado reparar que um “monte de ferro” é a atração principal de uma cidade, e é incrível estar em frente a um monumento que possui tanta história, que já fez parte de cenários caracterizado em dezenas de filmes que se passam em Paris (ainda bem que não foi demolida), e relembrar da sua história de construção e avaliar o seu grandioso significado atual.

Mas diante de toda beleza teve algumas coisas que me decepcionaram, é claro que visitar os países no verão é bem diferente do inverno, pois o clima tem muita influência sobre os cenários que vemos, como por exemplo, os jardins. Em Paris a maioria das árvores estavam sem folhas e as flores dos jardins encolhidas, tudo bem… Não posso exigir milagres do inverno, mas o que eu gostaria de apontar é que, Paris sendo uma das cidades mais visitadas da União Européia, com todo o dinheiro que o país lucra em cima do turismo poderiam manter as fontes e jardins da cidade em melhores condições mesmo no período de inverno e passarem por chuva, neve e frio. Os jardins localizados perto da Torre Eiffel não permitiram uma foto adequada, com as fontes desligadas e águas sujas, e o jardim de Luxembourg mais estava um lamaçal do que um jardim. Estes foram alguns pequenos detalhes que me desapontaram, além do céu estar extremamente cinza, mas nada que um photoshop não resolva para uma foto (hehehe). Outra coisa que me irritou foi o fato de sempre ter um poste ou uma publicidade estragando o cenário da foto em frente aos pontos turísticos isso prova o quando os franceses investe em publicidade e propaganda, o que me fez pensar, que se nada dos meus planos derem certos, vou aprender francês e vir trabalhar na França (hehehe).

Assim como todas as cidades que visitei até o momento, Paris vai deixar saudade, tanta saudade que o retorno no verão já está nos meus planos, afinal, não quero morrer antes de fazer um piquenique em cada jardim desta cidade.

Por Nay Back – Intercambista UP.

O fantástico mundo da neve

Segundo a Wikipédia, a neve é um fenômeno meteorológico que consiste na queda leve, moderada ou forte de cristais de gelo. Cada cristal de gelo é uma preciptação de uma forma cristalina de água congelada. Acontece com frequência nas regiões de clima frio e temperado do planeta Terra.

Eu, quando ainda estava no Brasil, apostava vivenciar um Natal com floquinhos de neve, e mesmo com as mídias da Europa noticiando que o frio deste inverno superou as temperaturas de á 100 anos atrás, eu não senti um impacto tão grande no termômetro. Talvez porque eu esteja acostumada com o inverno do Rio Grande do Sul, mesmo assim eu desejava um Natal na neve.

Analisando as passagens para os locais com o termômetro zerado, como por exemplo Londres, para está época estavam caras demais, e como havíamos perdido o vôo para Madrid no mês de novembro, não podíamos perder de passar um Natal em família. Em Madrid o nosso colega Alécio tem residência fixa até final de janeiro quando encerra o seu intercâmbio, por isso aproveitamos a data e o valor da passagem que estava com um preço muito bom, apenas 12 euros, para ir visitá-lo e conhecer a maior cidade da Espanha.

Voltando aos acontecimentos da viagem…

No dia 24 de dezembro, pela parte da tarde aproveitamos o sol do dia para passear pelo Parque Del Retiro, e no final da tarde voltamos para casa e iniciamos os preparativos para a ceia e as revelações de amigo secreto, que deixou todos com sorrisos no rosto após ganharem seus presentes. Não podendo deixar de aproveitar a data, fomos até a paragem do autobus escolher o destino da noite, chegando lá encontramos uns latinos amigos do Alécio que tornaram-se nossos amigos também. Não tinha floquinhos de neve como eu desejava, mas a temperatura da noite chegava a -4Cº fazendo os dentes baterem. Só mesmo o Rum para aquecer o corpo.

A noite se estendeu até as 8 da manhã, quando finalmente chegamos a casa, praticamente sem sentir os dedos dos pés. Mas que nada… Queríamos entender porque Papai Noel vive trajando um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto.

No dia seguinte aproveitamos à tarde para passear aos redores de onde Alécio vive, sendo assim, fomos a praça do bairro e aproveitamos o cenário para coletar belas imagens. Na noite mais um prato típico de Navidad, lombo assado com batatas, se fez presente a mesa. Em seguida fomos conhecer outro sítio de Madrid, El Chapanda, uma discoteca que parecia uma caverna, simplesmente lindo!

Na volta para casa, surpresa! Neve… Havia neve acumulada em cima dos carros… Visto que em Madrid faz muito frio…

Mas era apenas alguns floquinhos acumulados, o que nós queríamos era definitivamente conhecer o “Fantástico mundo da neve”. Sendo assim, na manhã seguinte partimos para a estação Renfe pegar um trem até a Serra do Cotos onde nos deparamos com muita, mas muita neve mesmo… Na serra aproveitamos para fazer tudo o que sempre sonhamos, como bonecos de neve, anjinhos, guerrinha, descer de snowboard e até mesmo provar a neve. O cenário que vimos era encantador, simplesmente tudo muito branco, e nada muito gelado, pois na correria das brincadeiras deu até calor.

Na metade da tarde fomos ate Puerto de Navacerrada conhecer a estação de esqui de Madrid. Aproveitamos o cenário para tirar mais fotos, andar de trenó e snowboard. Quando já não tinha mais sol, retornamos a estação de trem para retornar a cidade, pois estávamos acabados de tanto fazer bolinhas e cair pelo caminho, bem, esta parte falo por mim, pois não estava com calçado adequado para a neve o que me custou muito para manter o equilíbrio por onde andamos.

Tão cansativo quanto a neve, mas de forma não tão agradável foi nosso retorno para o Porto. Alécio tinha sua passagem de ida para Paris as 6h da manhã, e como ele mora longe do centro de Madrir tivemos de sair de casa as 3h para pegar um autobus ir até o centro e de lá pegar o autobus 24h que leva para o aeroporto. Chegamos lá por volta das 5h da manhã, aproveitamos e já fizemos nosso checkin ig e fomos para o portão de embarque, onde aproveitamos para tirar uma soneca, atividade extremamente normal nos aeroportos da Europa. O que não contávamos era encontrar o Dicesar (ex BBB) mochilando de Ryanair e que nosso vôo ia atrasar 1h para chegar em Madrid, mais 1h para decolar devido a frota de aviões querendo pousar em Porto. Foi cansativo lidar com o imprevisto, mas é muito bom retornar ao Porto, em nossa casa.

Falo de maneira particular, mas sei que os moradores dessa cidade concordam comigo, afinal, Porto é uma cidade que tem vida!

Por Nay Back – Intercambista UP.

Voo efetuado com turbulência e sucesso!

Depois de sair correndo de casa, passar pelo checkin ig da Ryanair, enfrentar uma gigantesca fila na alfândega do aeroporto de Porto, ver o FM da Malhação viajando de mochila (também), ficar os 50 minutos de voo acordada devido a turbulência constante, quase morrer carregando a mochila de aproximadamente 10 KG que não coube na caixinha da Ryanair mas que passou pela fiscalização, e de ter se perdido no aeroporto de Barajas mas ter encontrado o Alécio, finalmente chegamos em Madrid…

Ufa! Nada de perder o vôo!

A Espanha é bem mais gelada que Portugal, portanto, a emoção de curtir um Natal no inverno europeu está definitivamente fazendo a roupa do Papai Noel fazer sentido e claro, estamos nos sentindo muito chiques usando luvas, chapéus, gorros, cachecóis, etc… (Risos!)

O tempo para ficar na frente do not é curto, então vou simplificar os últimos acontecimentos:

Quarta-feira quando chegamos a Madrid estava chovendo muito, mas isso não significa empecilho algum para se fazer algo na Europa. Enfrentamos a chuva e fomos ate o estádio do Real Madrid acompanhar um jogo da Copa Del Rey que trazia o jogo do time da casa contra o Levante. Prestigiar uma partida dessas além de uma grande emoção foi uma diversão devido à quantidade de gols feita pelo Real Madrid, apenas oito (hehehe). Em contraste, não deixei de me recordar do jogo de Portugal X Dinamarca da Eurocopa que assistimos na cidade do Porto. Os espanhóis estavam muito animados com a partida, o estádio estava lotado de torcedores que faziam ola, canções, vaias e claro, muitos aplausos. (Vídeos em breve!)

Quinta-feira foi o dia de começar os passeios pela cidade, mesmo com o tempo nublado e algumas pancadas de chuva saímos por jardins, praças, lojas, restaurantes e o melhor: as compras do nosso amigo secreto e patinar no gelo. Dizem que andar de bicicleta se aprende uma vez e nunca mais se esquece, seguro (correto)? O mesmo foi com os patins, bastou colocar os pés no gelo, escorregar um bocadinho, se familiarizar com os pisantes, o frio e o ritmo do trajeto e pronto! Altas corridas e fotos, porque piruetas e manobras mais sofisticadas deixamos para os mais íntimos deste esporte hehehe….

Sexta-feira pela manha fomos as nossas compras da ceia de Natal no mercado Al Campo. Nunca vi um mercado tão grande em toda a minha vida, eram corredores que não acabavam mais e uma variada linha de produtos de todos os tipos, nem imaginava que existia tantas linhas de água, milho, sucos e presuntos… Infelizmente a nossa ceia não será como a do Brasil, pelo simples fato de um Peru custar aproximadamente 40 euros, mas o nosso frango natalino será muito chique, contendo recheio e tempero espanhol. E nosso panetone de chocolate será acompanhado de sorvete de baunilha (huuum!!!). È diferente o Natal na Europa… Você está longe de seus familiares e amigos, no frio, definitivamente no frio, pois até as luzinhas de enfeite da data são azuis, são poucas as casas enfeitadas com árvore de Natal e guirlanda, o mesmo vale para as lojas e ruas da cidade. Aqui na Espanha devido a crise, a quantidade de sítios (lugares) enfeitados diminuiu de tempos atrás.

Mas, o espírito natalino vibra em nossos corações e eu estou super ansiosa para revelar o meu amigo secreto e claro, saber quem è que tirou o bilhetinho com o meu nome.

Amanhã não soubemos ao certo para onde vamos, mas domingo já tem um local definido: Serra, ver muita neve, fazer bonecos e anjinhos…

No mais…

UM FELIZ E ABENÇOADO NATAL A TODOS VOCÊS QUE NOS ACOMPANHAM! QUE POR MEIO DE NOSSOS POSTS VIAJAM JUNTO CONOSCO!!!

Por Nay Back – Intercambista UP.

Mochilar em mais de 1000 palavras

Por: Laís Fulgêncio

Mochilar é uma arte. E definitivamente não é pra qualquer mulher.

Esqueça ficar linda e maquiada. Esqueça seus saltos MARAVILHOSOS, suas mini-saias, seus vestidos dignos das melhores boates. Esqueça o penteado maravilhoooso e cheio de acessórios e produtos. Troque tudo isso por um bom par de jeans, uma sapatilha e uma blusa, ou um vestido básico que pode ser usado de mil formas e uma gominha de cabelo.

Troque todas as blusas fashons por camisetas básicas. Troque seus saltos por um belo par de tênis, ou no meu caso combatboots confortabilíssimos de salto pra suportar o frio, e se praga de mãe pega, o gelo. Nos cabelos uma bela trança ou um rabo bem alto. E quem acha que assim parecemos menos femininas estão completamente enganados.

Agradeço muitíssimo aos meus amigos escoteiros, que nos últimos anos me ensinaram a viver com pouco e a caminhar muito. Pouca roupa, pouca comida, mas muito animo e disposição. Agradeço aos acampamentos e jornadas pela pratica em montar uma mochila. Mas se você não foi escoteiro, não precisa se desesperar.

Obviamente não sou nenhuma expert em viajar assim; creio que não existe certa coisa, pois mochilar é um processo muito pessoal, mas como tenho um pouquinho de experiência vou tentar dar umas dicas.

Os verdadeiros mochileiros não viajam “a lá tartaruga” por ser mais barato, mas sim por gostarem de mochilar. Se você está entrando nessa apenas para economizar mas não gosta de caminhar, de lidar com imprevistos, e rir deles, e de carregar peso desista agora da idéia.

Falando por mim, eu não sei mais viver sem ser uma tartaruga, viajar com malas é algo tão incomodo e pouco prático pra mim. Gosto de poder me locomover facilmente por onde eu estiver, com tudo que eu preciso ali ao alcance e sem ter que ficar arrastando coisas. Me faz me sentir livre, viva. Gosto de Albergues, de conhecer gente, da atmosfera alegre. Gosto de viajar livremente. Quanto aos imprevistos, aos pepinos? Cara, são a melhor parte das viagens e é sempre o que você mais quer contar. Viajar mochilando é sempre uma aventura.

Mas voltemos às dicas, se você está decidida a iniciar-se nesse estilo de vida, a primeira coisa que deve fazer é comprar uma boa mochila cargueira. Mochilas cargueiras são aquelas mochilas maiores que você vê nas costas de todo mochileiro. Eu uso uma mochila Curtlo de 50 litros. O tamanho da sua vai depende de você, mas a dica é: Quanto maior, mais coisa você poe e mais pesada ela fica e ai quem sofre é você. Por tanto, na hora de decidir o tamanho pense na duração da sua viagem e de quanto peso você consegue carregar.

Decidido o tamanho, precisamos olhar agora o “caimento” da mochila. Mochilas devem ser “vestidas”, devem ajustar-se ao corpo, perfeitamente, sem machucar ou apertar, e também sem balançar. Procure por modelos femininos, eles se adaptam melhor ao nosso corpo. Uma barrigueira é essencial, é aquela “alça” que pega no quadril. Sem ela o peso vai todo pros ombros e acreditem, não é nada bom.

Decidida a mochila, vem a pior parte… Como selecionar o que levar e principalmente como arrumar tudo dentro dela meu Deus?
O que levar vai depender de N fatores como tipo de viagem, duração e clima. A dica geral é:

1- Leve peças básicas que combinem umas com as outras fazendo N looks diferentes, não leve aquela blusa que combina só com aquela saia e aquele sapato.

2- Não leve mil casacos, eles ocupam muito espaço. Prefira um bem quente e versátil.

3- Mesma coisa pra sapatos. Um chinelo, uma sapatilha e um tênis resolvem quase sempre.

4- Não se esqueça dos itens de higiene: shampoo, condicionador, sabonete e creme pra pele. Ah sim, tudo isso em embalagens pra viagem hein? Sabonete liquido é melhor que barra, ocupa menos espaço e pesa menos. Alem de depois do banho você não ficar com aquela coisa melequenta pra guardar.

4.1- Toalha de banho: leve uma de rosto ou daquelas de super absorção que são levíssimas, pequeninas e ainda secam muito rápido. Se encontra em qualquer loja de esportes e é super barata (5 euros).

5- Ok, se você não vive sem maquiagem, leve o básico: lápis, rimel e gloss.

6- Farmacinha básica e um kit custura são sempre úteis.

7- NAO LEVE SEU NOTEBOOK! Ele pesa muito, você vai ficar preocupada em deixá-lo no albergue mesmo que seja o mais seguro do mundo. Prefira usar cybercafés quando necessário ou use a função de net do seu IPod touch, se tiver um.

8- Não encha toda a sua mochila, você vai comprar coisas e vai precisar de espaço pros souvenirs.

Ok, agora supomos que você já selecionou tudo que precisava. Como colocar tudo isso dentro da sua mochila de modo que esta fique equilibrada?
A dica básica é, o que for mais pesado vai junto as costas, o saco de dormir ao fundo e o casaco por cima de tudo. Lembre-se de distribuir bem o peso, quando montada sua mochila não deve pesar mais de um lado do que de outro. Abaixo vão algumas dicas básicas de organização:

1- Faça rolinhos com a roupa, assim ocupam menos espaço e amassam menos.

2- Preencha os cantos.

3- Equilibre a mochila. Não deixe mais peso de um lado que de outro, e tente manter os artigos pesados junto às costas.

Feito isso, ajuste sua mochila, todas as fitinhas que ela possui tem uma função. Use a barrigueira, ela proporciona um conforto maior e transfere aproximadamente 70% do peso dos ombros para o quadril, onde você não os sente. É recomendável nunca carregar mais de 1/3 do seu peso na mochila, busque não ultrapassar isso, pois o excesso de peso pode causar danos a coluna.

Para mais dicas consulte sempre sites como Mochileiros, é lá um dos locais onde nos reunimos para trocar idéias e dicas.

The good girls go to heaven, the bad girls go to Praga…

Depois de três dias na Alemanha, nos despedimos do nosso Hostel e rumamos para estação central onde iríamos pegar o trem às 9:43, mas como chegamos 15 minutos antecipados à estação, fomos olhar com calma a passagem e procurar pelo box de embarque. Encontramos a linha 21 com destino a Nürnberg e resolvemos entrar no trem, exatamente às 9:30, e, assim que entramos no transporte, ele começou a se locomover (antes da hora marcada nas nossas passagens). Nos acomodamos no segundo andar  e começamos a descansar para as longas horas de viagem que viriam.

Acordamos assustados com o fiscal pedindo para olhar nossas passagens e após conferir todas as informações nos disse que tínhamos de nos retirar pois estávamos na first class (alegria de mochileiro dura pouco, ás vezes). Com toda calma nos dirigimos para o lugar que nos pertencia e ouvimos um som até chegar na próxima paragem. Chegamos na estação de Nürnberg às 12:25h e tínhamos de pegar um autocarro para nos dirigirmos a Praga às 12:50. Então fomos dar uma rápida volta na estação e a Nay se empolgou em olhar os tampões de ouvido. Resultado, perdemos os meninos mais uma vez. Enquanto a Nay foi pedir informações sobre onde era o ponto do autocarro, eu fui dar um avolta para avistar os meninos, mas em vão, pois eles não estavam em lugar nenhum. E com o relógio correndo, nos largamos para o local e assim que saímos da estação nos deparamos com o autocarro e os meninos ali fora, (ufa!!!). Embarcamos e aproveitamos para descansar pelas quatro horas restantes de viagem, porém a cada 20 minutos um comissário de bordo vinha verificar a passagem, aplicar um questionário ou oferecer alguns comes e bebes. Como o trânsito na República Tcheca é muito menos organizado que na Alemanha, acabamos desembarcando apenas às 16:40,h noite já no Leste. Aproveitamos para trocar um pouco de euros por Coroa Tcheca, onda cada euro estava valendo 21,33 CZK.

Praga (em Tcheco: Praha) é a capital e a maior cidade da República Tcheca, também conhecida como “cidade das cem cúpulas”, Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso patrimônio arquitetônico e rica vida cultural. Isso se deve principalmente ao fato de ela ter sofrido relativamente poucos danos durante as duas guerras mundiais. Monumentos, igrejas, ruas estreitas e prédios históricos contrastam com as modernas edificações da cidade. Mas todas essas maravilhas ficaram para o dia seguinte, pois tivemos de procurar o nosso Hostel e nos acomodar. Após uns 15 minutos de caminhada com as mochilas nas costas encontramos o Hostel Marabou, fizemos o check-in e pagamos 10€ para ficar de calção pelo cartão e pelo cadeado do armário.

Guardamos tudo e fomos conhecer o recinto, que por sinal era maravilhoso, e também já fizemos amizade com a banda da Eslováquia Shed. No outro dia saímos cedo e fomos comprar nossos mantimentos para iniciarmos a nossa exploração em território Tcheco.

Começamos pela Praça da Cidade Velha para conhecer a Igreja de Nossa Senhora de Tyn, a Igreja de São Nicolau e o Relógio Astronômico, que desde 1410 registra com precisão a hora certa na cidade. A cada hora uma multidão se junta em frente ao relógio para ver a caveirinha magricela puxar a corda e os bustos dos Apóstolos desfilarem no alto da torre. Contrariamente ao que muitos podem pensar este relógio foi pensado não para informar as horas , mas sim para imitar as supostas órbitas do Sol e da Lua em redor da Terra. Em seguida partirmos para a Stalin Square onde admirimos uma bela vista da cidade. Seguindo nosso caminho passamos pelo belo castelo de Praga com sua encantadora arquitetura e onipotência e presenciamos a troca da guarda dos muros do castelo. Dentro da mesma área esta a Catedral de São Vito, e em seu interior a Capela de São Venceslau ricamente decorada com pedras preciosas. Símbolo da cidade , a Catedral de São Vito começou a ser construída em 1344 e foi concluida durante o séc. XIX e XX. Abriga ainda as jóias da Coroa Tcheca e o Túmulo do Rei Venceslau.

Seguindo nosso roteiro, passamos por Malá Strana, com suas ladeiras, ruas estreitas, vielas e escadarias que a cada esquina escondem um segredo. E em uma destas esquinas encontramos um pub temático e tivemos de entrar para explorar. O lugar era todo decorado com temática pirata e tivemos de experimentar uma dark beer em um copo de 500 ml. Depois de provarmos da bebida resolvemos cancelar a exploração e voltamos para o Hostel nos preparar para a balada de Praga.

A discoteca que fomos é considerada a maior da Europa Central e tem cinco andares, onde em cada um deles há um estilo de música diferente. A noite foi maravilhosa, interagimos com os gringos, dançamos no palco de lead, tomamos um banho de cascata de gelo seco e nos divertimos muito.

No outro dia acordamos para o café e conhecemos alguns argentinos no hostel. Dormimos mais um pouco e fomos explorar a cidade novamente. Passamos pela ponte Carlos IV, que foi imperador do Sacro Império Romano. Sob os auspícios deste rei sábio e culto, Praga cresceu, tornando-se uma cidade magnificente, maior do que Paris ou Londres. Uma simpática lenda conta que clara de ovo foi misturada na massa usada para construir a Ponte Charles para torná-la mais resistente.

Como já estava anoitecendo, voltamos para o hostel onde o nosso amigo Carlos preparou uma maravilhosa macarrona, demos uma navegada na internet e logo fomos dormir. Na manhã seguinte começamos o dia bem cedo, fizemos sanduíches para o dia e saímos de casa para começar nossa exploração. A primeira parada foi na Sinagoga Judáica Velho-Nova, que foi uma tremenda decepção, pois pagamos 140 CKZ para ver 40 metros quadrados nada atrativos, e detalhe, não se podia fotografar nada, mas como brasileiro é malandro, batemos altos flashes para fazer valer nosso ticket. Em seguida demos uma volta no mais antigo cemitério judeu, em um prédio super contemporâneo, e em uma igreja no pico mais alto da cidade.

Na volta para casa passamos novamente pela Praça da Cidade Velho pra experimentar uma das comidas típicas o “Trdelník”, que é uma massada assada enrolada em um espeto de madeira.

Da praça partimos para a nossa última noite no Hostel e depois de degustar mais uma bela macarronada feita pelo Carlos, novamente, fomos interagir com os argentinos, experimentar a cerveja do desenho dos Simpson “DUFF” e logo fomos dormir.

Acordamos às 6:30, tomamos banho e esperamos para o café começar a ser servido, comemos rapidinho e nos apressamos para pegar o métro para estação de onde nosso autocarro para Nürnberg iria sair. Para completar estávamos atrasados e começou a chover, mas conseguimos pegar o métro. Depois de 10 minutos descemos uma quadra da estação e começamos a correr, literalmente.  Chegamos na estação e fomos trocar nossas Coroas Tchecas por euros e nos acomodamos em nossoas bancos e dormimos até chegar a estação onde pegaríamos o trem para Munique. Podemos fazer tudo tranquilos com tempo sobrando e descansar no trem. Ao chegar na estação, tínhamos três horas para esperar até nosso autocarro para Memmingen sair, nesse tempo o pessoal foi comprar umas lembrançinhas, e como eu estava com uma infecção na garganta fiquei cuidando das mochilas.

Embarcamos e ao chegar no aeroporto uma grande surpresa, NEVE! E como as crianças aqui nunca tinham visto isso, tiramos altas fotinhos. Após o chek-in embarcamos, mas antes de decolar o avião recebeu um jato de pó e água para tirar os resíduos de neve. Após duas horas de um voo super turbulento, voltamos para Porto com chuva e fomos contar as novidades da viagem para o resto da família cedofeita!

Por Ramone Pacheco – Intercambista UP.

Do you speak German?

A Alemanha está localizada na Europa Central, que abrange um território de 357.021 quilômetros quadrados, é um país influenciado por um clima temperado sazonal, mas nesta época do ano (outono), ao visitar o país já enfrentamos o ar gélido de 0 grau. No início parecia assustador ver o termômetro zerado, mas é um frio gostoso! Você se empolga em comprar luvas, tapa ouvidos, cachecóis, botas e polainas para desfilar a moda européia…

Mas… Voltando ao histórico da Alemanha… O país possui cerca de 81,8 milhões de habitantes (maior população entre os Estados membros da União Européia e o lar da terceira maior população de migrantes internacionais em todo o mundo), pelo que observamos nas cidades que visitamos, todos os alemães possuem a pele clarinha e olhos cristalinos, um azul que eu nunca tinha visto antes (incrível). Além da beleza, todos com quem conversamos (em inglês, óbvio!) foram extremamente educados e se despediam de nós com sorrisos nas faces.

Onde tudo começou:

Na terça-feira, dia 9, saímos de casa duas horas antes do portão de embarque fechar (já sabem por que né?), fomos de forma tranquila de casa até o aeroporto e de lá para Meningue, cidade onde o avião da Ryanair pousa. Para o nosso azar, o aeroporto ficava cerca de 1 hora e meia de viagem de ônibus, mas a distância não era nada comparada com o preço do transporte: 20 euros . De imediato já sentimos uma facada no bolso. Assim que chegamos à parada de desembarque do ônibus em Munique [1] fomos tomar um To Go Coffe (1 euro) para nos aquecer e analisar o mapa. Em seguida, andávamos pelas ruas retas da cidade admirando a noite silenciosa do país, observando a arquitetura dos prédios, casas e parques. Não andamos muito para encontramos o nosso Easy Palace City Hostel.

Na manhã seguinte partimos para os pontos turísticos da cidade, como a Praça  Marienplatz, Englischer Gartem München – Südteil, Frauenkirche e pelas igrejas da região (Igreja de Nossa Senhora, Viktualienmarkt, Frauenkirche,  Theatinerkirche, e St. Peter (Alter Peter). Às quatro horas da tarde não havia mais sol, mesmo assim aproveitamos a noite para admirar a Praça Marienplatz onde está o relógio mais famoso da cidade localizado no prédio da Prefeitura, que é uma das  construções mais lindas que já vi na vida! Esse “castelo” foi uma das poucas coisas grandiosas em Munique que ficou em pé após a 2ª Guerra Mundial, vale destacar que 95% desse castelo é original (fantástico!).

Vele destacar, que para economizar nesta viagem, adotamos a dieta de Recheados da Alegria (as famosas boladas recheadas com creme de cacau do Pingo Doce) para os lanches da tarde e para o café da manhã e almoço: sanduiche de queijo cheddar e salame, mas para a noite o nosso amigo Carlos preparou pasta com mortadela (sim, mortadela! É chique comer mortadela, salsicha e chouriço na Alemanha).

No dia seguinte acordamos cedinho, preparamos os sanduiches e saímos a campo para conhecermos mais lugares como as Igrejas Michaelskirche, Bürgersaalkirche, Asamkirche e o Palácio Alter Hof. Pelo caminho mais uma vez passamos pela Praça Marienplatz, onde acontecia a apresentação e promoção de uma cerveja, na ocasião tinham alemães vestidos a caráter e dançando, entramos no clima da alegria, tanto que na empolgação eu e a Ramone nos perdemos de nossos amigos, o que foi um desespero por termos um pequeno vocabulário em inglês… Nervos a flor da pele pensamos na famosa teoria de Darwin “não é o mais forte que sobrevive, mas sim o que mais fácil de habitua as mudanças”, não poupamos esforços e abordamos um casal de alemães e perguntamos “Where is Völkerkundemuseum?” Compreendemos as explicações e não demorou muito para encontramos o Museu de Tecnologia de Munique. No Museu conseguimos facilmente nos comunicar com as atendentes e prestigiar todas as invenções do local, prova disso é um total de mais de 200 fotos.

No final da tarde, saímos de lá sozinhas (eu e Ramone) e fomos por um novo lugar até chegar no Hostel. O que lamentamos foi apenas não poder conhecer o Beer Garden, pois este ficava aberto somente no turno da manhã e tarde, e no último dia em Munique estava chovendo e nevando (sim! Vimos flocos de neve e neve acumulada nos carros). Mas mesmo assim, provamos o Pretzel (uma massa assada o frita que não tem como descrever, apenas provando).

Não posso deixar de citar também a prova do café Starbucks, que é uma empresa multinacional com a maior cadeia de cafeterias do mundo. Provamos um expresso, o qual tomei gole por gole saboreando muito, já que custou 2,90 euros.

Filosofando…

Eu nunca vivi um outono tão lindo como na Alemanha, nunca vi uma cidade tão bem organizada, as ruas retas, a sinalização perfeita, as diversas bicicletas estacionadas pelas ruas, a educação do povo, a beleza e as características de uma cultura única. Simplesmente incrível! Se eu soubesse falar alemão ou inglês fluente viveria facilmente seis meses em Munique sem ao menos sentir falta da carne suína (hehehe), por falar em carne, quando estávamos no mercado observamos o preço das carnes, e realmente é absurdo (30 euros o quilo), mas a beleza do local compensa a ausência da carne nas refeições…

Custo X Benefícios…

Apesar de termos pagado um preço super acessível nas passagens de Porto para Munique (20 euros com a taxa do cartão), esta foi uma viagem cara. Cara porque tivemos de pagar mais caro a ida de ônibus do aeroporto para a cidade do que de avião, por isso, deixamos como dica para adquirir a passagem online, (clique aqui para comprar a passagem online) assim se consegue economizar 10 euros de ida e volta.

Outra questão que encareceu a nossa viagem foi à ida para Praga, 68 euros ida e volta de trem e ônibus (mais uma vez saliento: compre as passagens o mais cedo que puder). Mais as diárias nos hosteis, que apesar de termos pagado um preço bem acessível (10 euros em Munique e 9 euros em Praga), passar uma semana acumula um valor alto. Por isso faça economia e compre as passagens antecipadas para que não sinta o impacto de ter os euros descontados de uma só vez na sua conta.

Mas… Não deixem de conhecer a Alemanha e a República Checa, pois Munique e Praga foram perfeitas!

[1] Munique conta atualmente cerca de 1,4 milhão de habitantes, chegando aos 2,5 se contarmos com a sua área metropolitana. É assim a maior cidade da Baviera, e a terceira maior da Alemanha, depois de Berlim e de Hamburgo. Uma das atividades de destaque na cidade e na região é o turismo. Munique também é a sede da BMW.

Por Nay Back – Mochileira.

Desta vez… Nada de perder o voo

Corre, corre arrumar a mochila com as galochas, básicas e casacos pesados, pois a previsão de tempo é 0 grau em Munique e muita chuva em Praga…

E corre para o aeroporto, porque desta vez não podemos perder o voo. Sim! Hoje embarcamos para a trip Germany and Czech republic. Vamos passar uma semana viajando, por isso não prometemos posts direto dos territórios de onde estaremos…

Sim! Também sentiremos saudades!

E não esqueçam de passar aqui após o dia 16, pois com certeza teremos muitas histórias e fotos para postas!

Nay e Ramone- Mochileiras.